A corrida Inteligência Artificial acaba de entrar em uma nova e decisiva fase. A confirmação de que a Meta adquiriu a Manus, uma startup de crescimento meteórico especializada em agentes autônomos, por aproximadamente US$ 2 bilhões, sinaliza uma mudança de paradigma: o mercado não quer mais apenas modelos que conversam; o mercado exige modelos que fazem.
A Manus não ganhou as manchetes por acaso. Enquanto gigantes focavam em refinar a linguagem, a startup demonstrou agentes capazes de navegar por tarefas complexas do mundo real, como planejamento financeiro, logística de viagens e processos de recrutamento. No início de 2025, a Manus já superava o Deep Research da OpenAI em benchmarks de execução, provando que a eficiência técnica aliada à utilidade prática é o novo padrão de ouro.
O movimento de Mark Zuckerberg é cirúrgico. Ao manter a Manus independente, mas integrando suas capacidades ao ecossistema do Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta resolve o maior desafio de qualquer startup de IA: a distribuição em massa.
Imagine bilhões de usuários tendo acesso a assistentes que não apenas sugerem legendas, mas que podem reservar voos ou gerenciar o funil de vendas de uma pequena empresa diretamente pelo WhatsApp. Estamos falando da democratização da automação inteligente em escala global.
Nem tudo são flores nesta transação. A origem da Manus (nascida em Pequim antes de migrar para Singapura) e seus vínculos anteriores com a Tencent colocaram a aquisição sob a lupa de reguladores e legisladores americanos. Para viabilizar o negócio, a Meta assegurou que:
Este cenário levanta uma questão crítica para líderes de inovação: até que ponto a origem do código e a custódia dos dados definirão os vencedores da próxima década?